Numa Boston tediosa(?), USA, no transcorrer de célebre maratona
espocaram umas
bombas tônicas ( ou atônicas!, não-atômicas, nem dando a tônica da fé em
fezes de representação teatral, mas que se fantasiou nessa exigência de
exegese exigida, esgrimida e exibida dos exegetas do terrorismo,
denominação ou nomenclatura científica-política dos demônios filhos de
um
tempo não-medievo, mas midiático, o que dá no mesmo arrastar da fala
fala dos bárbaros godos gordos e seu bar-bar de barítono
mambembe).Bombas essas que vitimaram de morte três ou mais
inocentes e deixaram muitos feridos. Lamentável!, sem avo de ironia!,
pois
quando se trata de gente destruída ou machucadas é triste assistir de
camarote pela televisão, a tragédia que, na realidade, não tem
beleza ou poesia trágica nenhuma, dentro da realidade quotidiana, mas
apenas uma desgraça que grassa, porquanto gente, ser
humano, precisa ser respeitado, precisa respirar, seja ela ou ele, o ser
humano em voga, o que seja,
pense o que pense, aja como aja! Não importa, deve ser respeitado e o
direito de respirar o mesmo ar dos comandos militares e políticos, caso
contrário serão suscitados tipos como Hitler...
A polícia e política de Boston entrou em ação, ou, tecnicamente, em representação de ação.
Achou dois suspeitos fáceis e indefesos, aparentemente; a saber : dois meninos de
20 e 26 anos, e de pronto tratou de fuzilá-los impiedosamente, sem
julgamento, patíbulo ou teatro legal descrito em procedimentos nos
códigos procedimentais do Direito do Estado, cujo escopo é o de alimentar juízes, promotores de justiça e advogados
glutões, gulosos e nédios.
A dupla, quixotesca talvez, dos
quase-adolescentes, não eram
nenhuns cristãos dos tempos de Nero, mas mulçumanos, dos tempos de Obama
e
outros potentados. A indústria midiática e policial, em conjunto u
quadrilha, senão esquadrilha, transformaram-nos em Buchas de canhão! -
para o circo romano, agora na Ágora
americana. Circo americano, ameríndio, de Américo Vespúcio e seu
prepúcio cobrindo a glande. Não seriam os gajos engajados, quiçá, em
algum grupo te terror, assim como o eram os judeus ( para Hitler
judiar) e se jactar de homem judicante, tanto quanto Kant, que foi
homem
judicioso e não oligofrênico. Ou o foi?! Bah!
Questiúncula!...
Obama ficou feliz com tanta banana, mas se se vincular banana e a
suposta cor de Obama, então se estará sendo politicamente incorreto e
incorrerá em crime de racismo e outras bobagens, pois os racistas e
outros intolerantes são aqueles que elucubram tais leis contra homens e
os põe em branco e preto, como na África do sul de Mandela. Mandela, que é um
homem tão digno, que dispensa o branco e o preto dos estúpidos que usam a
lei para massacrar e matar impunemente, em nome de Deus ou do estado, ou da lei, do direito... - como sói ocorrer e ocorreu
agora, entre democratas! (Quem tem preconceito racial contra Obama ou qualquer homem é muito
pequeno e insignificante e nem merece citação ou respeito, exceto dos
feitores de leis para escravos da civilização ocidental em cujo topo da
cadeia alimentar está a USA. Gente de barata psicologia e sociologia
para sociopatas.Logos líquidos, em desmanche).
Os belicosos soldados possuídos pelo FBI e outras milícias(?)
legendárias em filmes americanos, entraram em ação ou em polvorosa e,
feito baratas tontas, fora do roteiro do cinema, correram e acorreram de
um lado para outro, atirando em tudo, cegos, mancos e loucos; tontos,
bêbados de doutrinas amargas e infantis até a raiz não-quadrada na
quadra que quebra a água
( hidrólise) e o doce (glicose) nas relações despedaçadas em um átimo de
tempo de bomba atômica de estupidez, ao se acender o estopim que faz ascender aos
céus o fogo dos neurônios falhos, fátuos, procurando culpados entre os mulçumanos, assim
como era no império romano com os cristãos,- e agora e para sempre, amém!
A
história vai e vem sempre se repetindo com o aplauso e aquiescência do povo,
eternos asnos aliviados pela farsa burlesca montada pela polícia desmontada ou montada e outras
políticas dos donos da mentira que, sob os meios de comunicação, se
torna verdade industrializada, mormente quando falam autoridades
infantilizadas em sociólogos, psicólogos, cientistas políticos,
jornalistas e outros seres alienados, vendidos e comprados no mercado da
sobrevivência e das honras e execração, que se rendem aos títulos que
nada mais são que palavrórios frouxos, mendazes.Vanidade! A história é a
história da vergonha humana : a comédia média do homem medíocre.Ocre. A
narrativa monótona da estupidez dos reis em sua prática imposta à força
de armas e dos filósofos em sua práxis frustrada, cujo meio de
convencimento são palavras ininteligíveis e furadas, quais canoas à
deriva. Sem armas de fogo os animais de fábulas não se rendem ao fabulário, mas sim ao bulário, que o matam.
A história é uma representação do tempo real, a realidade; aliás, todo o
processo cognitivo é representação ou tentativa de representação do que
ocorreu no tempo presente que é fugaz e , por isso, não pode ser
captado, senão brevemente, incompletamente e sumariamente num momento
por demais rápido e rico para poder caber nos sentidos limitados e na
mente que não é capaz de captar e reconstruir o momento fugidio nos
átomos e partículas sub-atômicas que fazem o tempo-espaço ou o espaço de
tempo e o tempo em espaço, onde se põe o pé e o corpo se planta.
Energia e matéria em amplexo.
O presente é sempre um rastro de leve do que
passou, deveio. Então o presente, ou seja, o tempo, ou tempo na
realidade, ou tempo real, que é o presente, o tempo-vida,
"tempo-existência", se dá num átimo e é imperceptível na sua maior
parte de eventos rápidos e imediatos que os sentidos não podem captar
senão através da representação, da representação do tempo e do espaço no
tempo em que ocorreu o ato e o fato e não mais no tempo real, vivo,
mas em tempo não presente, não-tempo, mas imaginado como tempo, como
presente, como realidade, o qual se convém imaginar como tempo presente,
ao se abstrair a realidade material e pensar na idealidade intelectual
das abstrações que põe o real no luga do irreal, na operação do ser e
não-ser, pois o presente não está em tempo na
representação do tempo, que, representado, é outro tempo e não aquele
então presente no corpo tempo da representação, ou representado é algo
mental e abstrato,
fora do real, retirado, isolado, insulado da realidade, expelido do
mundo natural, mundo existente, em que vivemos e que nos sustem vivos no
tempo e no espaço criado pelos choques de tempo e espaço, que faz
energia e matéria, alijado na representação como abstração mental,
cerebral, cerebrino, arte do ser humano enquanto ente pensante infenso à
realidade quando se fecha mentalmente dentro de uma realidade fictícia
da lógica, da matemática, da poesia, do direito, da religião, enfim, da
realidade humana que é a idealidade, o inexistente substituindo o
existente, que é o universo; enfim, uma representação do tempo e espaço,
do cosmos, do ser e do não-ser, ficções do homem, tratados pelo mesmo
como realidades, conquanto sejam meras idealidades, fincadas na
racionalidade ambígua e paradoxal, que precisa ser dogmática para
sobreviver ao eixo do real.
O ato de representar o ser é torná-lo o que ele não é : o não-ser, ou seja, colocar o tempo sem espaço( o pretérito) onde somente a imaginação humana ou a concepção intelectual pode chegar : no passado, pois o pretérito nada mais é que por o tempo sem espaço em algo imaginado como tempo, porquanto não há tempo sem espaço, excepto para a idealidade da mente humana, mas nunca para a realidade no universo. O tempo abstraído do espaço é elucubração cerebrina de matemáticos e filósofos cultores do nada, da nadidade, nadificação, meros processos mentais, poéticos. O tempo aonde está o ser é o presente, que só existe por um breve instante a cada instante.
O fato ou ato
em presença do tempo, no tempo presente é algo quase incaptável que
ocorre num espaço e tempo que logo se encerram, antes de qualquer
possibilidade de detalhes dados à sensibilidade, isto é a presença, que
se evola celeremente, restante as emendas da mente e da sensibilidade
que se mescla à imaginação, memória do pouco que se soube do fenômeno,
leitura de algo que se viu no tempo e espaço num tempo e espaço exíguo.
Os sensores humanos ainda nem acordaram para si e nem entre si e o ato
de ler e o fato vislumbrado de relance já ocorreu e se apagou no tempo.
Este o objeto dos objetos da ciência : objeto não captado, nunca
estudado na realidade, mas na idealidade, objeto capturado ou recolhido
parte pela imaginação, memória residual, esquemas da razão, resquícios
da sensibilidade, intuição,etc. : uma miscelânea que torna impossível o
conhecimento, turva a sabedoria.
Toda ciência não é mais que representação, conforme já o sabia Kant e
Shopenhauer e não sabem os atuais cientistas; ou seja, a ciência é uma
pequena e insignificante miséria : um quase nada da realidade e do tempo
que faz ou torneia com as circunstâncias essa realidade ou
naturalidade. A representação é o efeito Shopenhauer, o monstro do
saber, menosprezado pelos que nada sabem, senão palavras vazias e vagas
semiologias contextuais, ou seja, do que é moda.
Essa representação teatralizada no teatro de guerra ou no front urbano
parece verossímil e plausível para o povo incauto que tudo aplaude de
bom grado, mas não é nem sombra torneada da realidade. Sombras de
assombrar as sombras mais tétricas, tenebrosas. É somente a arte da
farsa na guerra urbana.Policiais atirando para todos os lados, nas
janelas, portas, muros, paredes das casas, como se perseguissem o diabo
alado; esquadrões com inúmeros, milhares de policiais
armados até os dentes com possantes metralhadoras, carros, helicópteros e
outros equipamentos bélicos utilizados para procurar a sombra de um
pobre menino escondido, assustado e ferido gravemente dentro de um
barco, indefeso jovem acuado e acusado de ação não provada, mas
suspeita, mas condenada e lançado no rol dos culpados porque é um
mulçumano e não uma pessoa nascida em USA. Que patetas! Que espetáculo
grotesco, canhestro!, de Porcos Triunfantes!
Quando as corporações do estado,
que detêm o monopólio de decidir sobre a vida e a morte do ser humano é
posto em prática, é mister que este tipo de estado seja desmanchado
antes que seja tarde demais e tipos de Hitlers surjam aos montões dos
monturos da democracia, que convida qualquer arrivista a governar , desde
que engane o povo e os meios midiáticos imediatos
E dizer que este país teatral, incompetente teatralmente, cuja sigla é
USA, é quem domina o mundo!...Que vergonha de nós! - Que vergonha de
mim!, de que é humano em nós, coagidos a serví-los debaixo dos
armamentos bélicos e mentiras científicamente comprovadas como verdades
eternas, até onde eles queiram a eternidade!...
Sob
o jugo desses chimpanzés furibundos pavoneando-se em tanques de guerra,
drones, helicópteros apaches...: esses soldados com possessão
demoníaca, cujos demônios são seus senhores eleitos pelo povo ou pelo
dinheiro, que faz a mídia e o céu e a terra e o homem : macho e fêmea
os representou e tirou-os ( furtou-os) da presença de Deus que, desde
então, foi esquecido no tempo que não é mais presença e deixado atrás
no tempo representado em forma de paraíso, aonde está preso sob a
espada do Querubim feroz e onde há ausência de tempo presente ( único
tempo e única realidade do tempo no espaço) e confinado no tempo
pretérito, tempo dos mortos, no Hades, Seol(Seol!) ...nos subterrâneos de
Dostoievski e outros visitantes dos submundos, como Dante Alighieri, um
italiano que ri da comédia humana.
O mundo dos homens é uma fábula
de George Orwell, de Kafka...: uma comédia, uma farsa aristofânica! - se
tanto!, senhores bichos de fábulas! : aqui o porco triunfa!, na Quinta
dos Animais.
profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
savonarola enciclopedia enciclopédia dominicano savonarola biografia in valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa
de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico
dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa
enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo
etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete
glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte
medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia
cientifica terminologia científica dicionário científico a medusa de
leonardo da vinci pinacoteca museu biografia vida obra do artista
renascentista tisana tisnada teína wikcionario wikcionário wikdicionário
wikdicionário dicionário dicionario onomastico onomástico filosófico
filosofico enciclopédico enciclopedico jurídico juridico etimologico
etimológico enciclopédia enciclopedia
domingo, 21 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
NUME(NUME!0 - etimo léxico lexico verbete
Cassiopeia, minha constelação de amor,
jamais quis, precisei, desejei, amei
qualquer mulher que fosse
- com paixão semelhante
ao sentimento de amor
completo e complexo
que tenho por você
batendo sob o plexo
com nexo ou sem nexo,
com sexo ou sem sexo.
( Claro que quero
bastante sexo,
que a paixão não se aplaca
senão com muito ato de amor!).
Quero beijar você até a alva
perder a cor
na barra da noite
- e a barra da noite
empalidecer
no dilúculo
gotejante de orvalho.
( Valho o orvalho...
Valha-me Deus!,
quanto alho olho!:
molhos de alhos,
vale no vale
ou na vala
que valha a navalha?!).
Com o rocio no cio,
rumorejando o arroio
quero receber e doar
todo o caudal da saliva
passada durante o ósculo
nos oaristos
que encetaremos
mas não terminaremos
nem quando o tempo for nunca,
pois nosso beijo
não achará abrigo no fim
ideado pelo filósofo Aristóteles
ou pelo pintor Klimt,
o qual pintou "O Beijo"
obra de "Art Nouveau"
( Vide o movimento cognominado(?)
de Secessão austríaca ou vienense).
Quem, Cassiopeia, achou um filão
- de amor, de paixão,
- que é nosso caso casado,
ou mesmo apenas
uma pérola de amor
dentro de uma ostra
que nos une
com coração de um
a bater pelo coração do outro
( e de mais ninguém!)
- quem assim achou
tanto amor
dum peito a outro peito
em dum-dum de tambor,
aparta-se da velha solidão,
do velho tempo
perde os andrajos do corpo
que ficou em lixo de células mortas
e fecha-se dentro da ostra
que nos abriga do mundo
iluminado pelo Canis Major.
- E nós achamos o rico filão!,
e a pérola a nos espiar
e escolher de dentro da ostra!,
hermética ao ostracismo
dos ostrogodos do mundo
dos homens bárbaros, godos,
góticos nos pórticos das catedrais medievais
e lá vai séculos,
marcados a passos de pó
no Pórtico e São Benedetto,
comuna na região da Emília-Romanha...
Ah! Se chamasses Simonis del Bardi...
não terias teu nome
como nume(nume!) na Cassiopeia,
mulher querida no meu coração!
Ah! A pérola para um colar...,
achamo-la nós!,
ó amada minha,
minh'alma partilhada,
ainda sofrendo apartada!,
flor nos meus olhos,
minha vida,luz e coração!
E por causa desta descoberta,
da pérola dentro da ostra,
do veio de amor sem limites,
aspiramos separar-nos do mundo hipócrita
e ter vida nova ( Vita Nuova, Dante Alighheri!)
tal qual fazia o cristão
que amava tanto sua causa
que preferia o martírio
a continuar sem sua fé,
que era sua esperança única
e seu único amor e bem
no mundo sob a luz do Canis Minor
que minora a hora no céu.
( Seria tudo um preanúncio do amor
e da Divina Comédia
que é a vida humana,
senhora minha?!
Outrossim os comunistas
pereceram sob tortura
por uma causa
que não valia a pena
e muito menos a vida
tudo porque o contexto os vestiam
- de vestais!
e neles investiam
um tempo para o mártir
e outro para os que faziam a colheita
dos frutos regados a sangue!,
porque assim é o mundo,
minha doce e pura senhora,
que ainda não é minha,
mas de outro mais feliz
ou infeliz sem seu amor
- que é meu apenas!,
desde o seu berço
no desenhos dos seus olhos
buscando luz nas sombras
que desenhasse minha face
e desdenhasse as demais).
Eu, bela Cassiopeia,
não sei mais viver
sem tocá-la amorosamente todo dia,
sem abraçá-la carinhosamente,
olhar em seus olhos,
amar você perenemente
com imenso respeito...
ouvir sua voz
que adoro...
- até que chegue o dia da sega!
e a lua carregue a foice
do verdugo que ronda a vida.
Até aquele dia fatídico!
Você, Cassiopeia,
é uma constelação suspensa no céu
sobre minha cabeça nua sem chapéu.
- Eu, um demônio caído na terra
( demônio em grego significa sábio,
diz Erasmo de Rotterdan
em "Elogio da Loucura"
a única obra de psiquiatria real
antes de Michel Foucault escrever com maestria
sua "Historie de la Folie",
na qual aborda o poder psiquiátrico
ou a psiquiatria como poder de polícia
e médicos como "policiais de branco"
Obras dessa envergadura intelectual
são ignoradas pelos louco no poder
secular e regular).
Se algum dia
a Cassiopeia apagar-se no céu
restarei num andarilho
que se arrasta à sombra vinculado
tiritando de frio
- até que a morte por hipotermia
venha e transfigure o nosso cálido amor
- de lava de vulcão apaixonado
em branco glaciar.
( Vamos viver nosso amor, Cassiopeia,
enquanto temos tempo
e não uma Era Glacial
a nos separar eternamente
sob camadas de gelo?
Vamos arrostar o mundo
mesmo sabendo
que seremos mártires do mundo?!...,
pois mesmo se o não fizermos,
não nos amarmos
até as vias de fato
aonde querem chegar os nossos corpos quentes,
ficaremos a mitigar a frustração
olhando para dois olhos
com um amor maior e mais belo que o universo,
mas poderá não ser realizado cabalmente,
como pode e deve ser,
custe o que custar,
doa a quem doer,
pois não haveremos de ser pusilânimes,
cruéis conosco mesmo,
proibindo-nos de viver este amor imenso e puro,
que os outros proibiram
graças a circunstâncias
que não nos favoreceram,
mas favoreceram a eles
que exigem que nos amputemos desta paixão...
Todavia, mesmo se fizermos o que eles querem
impor-nos cruelmente
desrespeitando nossos desejos mais ardentes,
ainda assim
e por isso mesmo
- assistirão com júbilo
nossa morte precoce
que começará pelo sacrifício deste amor puro
- um amor santo
que não conhece a maldade
e tem o poder de realizar maximamente
até o ponto de deixar encontrar rasto de nós
à beira do caminhante
sobre terra ou água
nos pés nus de carmelita descalço
- que será nosso filho
ou nossa filha
que será nosso amor em chama ardente,
que nem as ardentias do mar apagará
- dos pés do caminhante,
que escreverá nas areias da ampulheta
com um pé na alpercata
e outro nu no solo
a nossa história de amor
mais bela que Romeu e Julieta,
ou qualquer outra
que foi ou que há-de vir
empós as nossas auroras juntas,
pois nossa paixão,
na acepção grega do termo,
não será meramente uma história poética
ou científica( Deus nos livre!),
ou filosófica, religiosa, mística...( Deus nos tenha!),
mas sim uma realidade experienciada a dois,
vivida até os ossos
que o levam na morte!
- Nossa paixão,
uma experiência a três com o filho...
a quatro mãos com a neta, tataraneto...
o qual será o caminhante
ainda que sem rumo!,
mas na senda,
porquanto sempre será torto o mundo
que é dos homens e dos direitos
que se arrogam os feudais senhores
donos das almas e espíritos venais
- mas não da barra da alva...,
Cassiopeia minha,
que nessa eles não podem tocar
assim como não hão-de tocar
na sua flor de laranjeira
que lateja já por mim
desde a primeira vez
que seus olhos
deram luz à minha face
deitada no pensamento filosófico,
que era minh'alma errabunda
antes de você ma tomar
com suas legiões de amor
a lançar flechas incendiárias fatais...
Nosso amor sobreviverá
ao que vier :
ele já está escrito
n'alma, no peito, nos olhos,
no corpo inteiro,
- em todo o cosmos!!!
savonarola enciclopedia enciclopédia dominicano savonarola biografia in valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico a medusa de leonardo da vinci pinacoteca museu biografia vida obra do artista renascentista
terça-feira, 12 de março de 2013
CARPIDEIRA(CARPIDEIRA!) - etimologia etimo
Savonarola não é o que consta
da história,
que é uma historieta para três porquinhos
e um lobo de maus bofes, soprano,
mas aspirante a tenor (barítono?!).
Savonarola foi
o que não narra a história
dos príncipes seculares e regulares
para os quais o que conta
são seus interesses mesquinhos,
nem tampouco o objeto abjeto e abelhudo
dos historiógrafos circunspectos
a ponto de provocar riso
em um cadáver.
Não, não é objeto
do "delirium tremens"
dos historiógrafos de Hegiogábalo
ou Elagábalo, da dinastia Severa,
encetada por Septímio Severo.
A história de uns e outros,
senhores da terra e historiadores,
só contam e analisam
alienações marxianas ou hegelianas da mente
de quem lança
tais objetos
sob nomenclatura de um Savonarola,
que não é um,
porém muitos Savonarolas,
nenhum dos quais é de fato
um homem
que foi engolido pela baleia do verbo da época,
nem o prior
que era
à época que espocou,
eclodiu o fenômeno
no corpo de um homem
sob negra sotaina dominicana.
A história dos senhores
e dos seus escravos historiólogos
são lendas, gestas escritas para o príncipe,
o governante da época
seja ele um homem todo-poderoso
ou uma doutrina com seiva de fé
e assento na ciência racional
livre dos outros contextos
que costuram os textos
e que não seja
o seu contexto em texto
de poeta narrando gestas em prosa ou verso,
o que corresponde em formação de batalha
á cavalaria ou infantaria pesada.
( Pior que prior,
só o priorato e o pretor,
o preço do prelado,
do prestidigitador...).
Savonarola era um religioso
altamente intelectualizado,
mas também um fanático,
prisioneiro de uma demência crônica, congênita,
que o vitimou inapelavelmente,
porquanto o Papa o excomungou
e foi, posteriormente,
executado em praça pública,
queimado vivo
frente ao Palazzo Vecchio,
em função de seus diatribes,
sua teimosia, intolerância
e sua severidade doentia.
Aliás, quase a totalidade dos religiosos,
místicos, intelectuais e outros que tais
são políticos com poder mental,
espiritual...enfim,
com poderio encerrado em signos
e símbolos que dominam as mentes
de quem os ouve ou lê,
que impõem ideias e doutrinas
exercendo um domínio absoluto
sobre soluço de seus súditos súplices.
( Seus exércitos ou legiões mentais
marcham em signos e símbolos
e conquistam, quando em campanha,
o pensamento e sentimento humanos
com a flecha do poeta
que esconde seus tratados filosóficos
em versos aparentemente pueris
que, no entanto, assolam
ou varrem da face da terra,
sistemas de pensar,
os quais são mitos
que, inobstante, escrevem o teatro
para que o rito seja cumprido,
encenado sob a letra do mito,
ou seja, diz o que deve o homem fazer
- sub judice
e o que lhe é vetado peremptoriamente
dentro da história traginarrada
com um terço de tarja,
narrativa que se desenrola
em rolos de pergaminho
ou versos tratados sobre o trato do arminho.
Portanto, intelectuais, místicos, retóricos....
são, de fato, e no ato mítico e ritual,
reis perigosos,
em crisálidas de signos
e falenas de símbolos
encobertos pelas mantilhas de trevas da noite,
os quais podem ameaçar a hegemonia
dos reis reais
que subjugam pela força do gládio,
do helicóptero apache,
do tanque de guerra,
dos drones ou dos dromedários
que dão medo no medo,
nos medos e nos persas....
- enfim, os homens que se plantam em tese
em meio ao caminho de outras majestades,
também usam de aparato bélico eficaz
com cavalarianos e infantaria
- que mataria
sem piedade de Maria,
mãe de Jesus,
o filho sem fé de José,
que não era nenhum pastor
conduzindo um fato,
e, outrossim, mataria na pradaria
um bando de bisontes berrantes
não-bisonhos nem bizantinos,
mas bi-sonhos e outras bizarrices extante,
se tanto, que não sei quanto,
nem quantum nem quanta,
tanto quanto e quando
fosse o tamanho do rebanho não-simbólico de homens
- nos cascos!...
sem paz nos pastos).
Savonarola, amantíssima musa,
portentosa medusa,
vivificado até o eterno retorno
das ondas vitais,
quando do plantio da Cassia
em imaginárias aléias pela Via Cassia,
em Roma dos romanos,
era um rei poderoso,
ávido de poder,
cujo reino não era deste mundo,
mas enclavado no universo paralelo
daqueles que ousam pensar,
temerários,imbuídos, embasados em fé,
ainda que sobre seu pensar
paire a Moira
que mora
na Morávia
ou Bavária afora,
fora o foro íntimo,
que intimida o rei Midas
e mudas de mim
esparsas em ervas daninhas ao rés-do-chão
com chapéu de céu
por solidéu ou véu vetusto.
( Quando miro-me nos seus olhos
que tem desenhos exóticos
num rasgo de arte japonesa
vejo-me dentro deles
vestido com uma sotaina de frade negro,
mas sou um basilisco
que não é mitológico
senão quando não está
postado entre o amor
a nos amalgamar
e a morte a separar
o corpo de algo
que o anima
e deixa-o belo:
A morte é hedionda,
pior que o prior
e todo o priorato
- e de que duas medusas
e dois basiliscos
que acaso se enfrentam
para trazer o ocaso
quando não sabem a mar
- e amar a ponto de orvalho
nos umidificar
no barro e na água
de um fruto
do nosso encontro íntimo
- e feliz em flor no frontão
da catedral que é o nosso corpo
em junção de milhões de corpos retorcidos,
cozidos no negro
- dos lacertídeos
amealhados para formar
uma catedral negra
- noiva da morte
que grita na primeira carpideira(carpideira!),
que, no transcurso escuro do drama da "Pietà",
é o primeiro violino em voz lacrimosa
de uma mãe que perdeu seu filho
para o ventre escuro da terra!...:
o filho que passou
- entrou pelo ventre escuro
de seu corpo
em atos de amor febril...
ò Senhor, dá-me piedade da Piedade!...
- que esta mãe
é muito mais que a Piedade
- que as Piedades!..
de um avida inteira ímpia
- ou pia qual Maria,
a mãe do salvador).
Deixa, que esqueço Savonarola,
na sua barcarola de atilados Átilas,
e deixo endechas
ao prantear a morte de meu sobrinho
que faleceu ao 24 anos
vitimado pelo mal do século : o médico,
assassino que mata por envenenamento
com drogas lícitas.
Desassisados que recebem título de doutor
quando o douto é o filósofo
que sabe da razão
ou "Scientia rationis!"
e o poeta acurado no sentimento
de um mundo que acusa
a "cognitio fidei"
de um pontífice partícipe da sabedoria
e do conhecimento do mundo
e dos ultramundos
que se derramam
em cósmica visão
de um simples "Sabah"
ou nos hiero gamos,
já curvados pelo tempo
e pela equação de Einstein,
que se busca em luz
na constante de Max Planck...
Oh! hoje, quero a luz
da estrela apagada
na alma violentada
do meu sobrinho morto
pela mão do torto,
à sinistra, no sinistro;
e do destro,
à direita do Direito
sem Obrigações para nababos
e quiabos com baba
que caiba na queixa com baba-timão
e ameixa com queixa desleixada,
deixada às queixadas nas endechas
que não deixam o chão.
( Do opúsculo em versos tortos para os náufragos que somos após bater no arrecife, o que não escolho : "Endechas com Voz na Primeira Carpideira que não Encetou o Coro Lacrimoso do Primeiro Violino, mais Soturno que Toda a Melancolia...").
savonarola enciclopedia enciclopédia dominicano savonarola biografia in valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico a medusa de leonardo da vinci pinacoteca museu biografia vida obra do artista renascentista
sábado, 9 de março de 2013
PASMOS(PASMOS!) - glossario glossário
Quero fugir para a Ilíria("illyricum")
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)
Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos(pasmos!)
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?)...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias(tonterias!) e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).
Não há mais Ilíria,
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científ
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)
Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos(pasmos!)
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?)...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias(tonterias!) e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).
Não há mais Ilíria,
região ilírica,
para-lírica,
mas apenas (que pena!)
mas apenas (que pena!)
hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário("bestiarum vocabulum"))...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu, androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).
A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário("bestiarum vocabulum"))...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu, androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).
A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a filosoflorar
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
teogonia(teogonia!)...
que mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).
Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
lquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde verque mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).
Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científ
segunda-feira, 4 de março de 2013
BETELGEUSE(BETELGEUSE!) - verbete verbete
Seu sorriso de hoje, Cássia,
apaga todos os sorrisos das mulheres
e mesmo das crianças
dada a beleza e espontaneidade.
Apaga as arcadas dentárias
e todos os poetas árcades
com sua beleza bucólica
Desmancha da mancha
os moinhos de vento
de força eólica
e quixotesca.
Apaga todas as estrelas do céu,
ó Betelgeuse,
e acende os aglomerados constelados
não consternados
mas felizes
no meu coração
que antes era uma Nebulosa no escuro,
puro bumerange.
Ah! e os lábios, a boca
a sorrir ternamente...
- eternamente na minha mente,
apagar tudo
- tudo o que antes era belo
para ser o único belo,
o mais que belo
conjurando com a verdade
e a aletheia
na ameia da teia da vida
atirando setas.
- Teia de amor ardente.
Ardentias(ardentias!).
Tudo o que antes era belo
hoje virou rascunho
- riscado.
Garatujas sujas
de grua sem grou
ou grou sem grua
o que não é o mesmo
- mesmo!
( Excertos do opúsculo poético "Dos Ensaios do Ensaísta-Salmista-Organista para Tocantes Tocatas de Amor à Cassia").
apaga todos os sorrisos das mulheres
e mesmo das crianças
dada a beleza e espontaneidade.
Apaga as arcadas dentárias
e todos os poetas árcades
com sua beleza bucólica
Desmancha da mancha
os moinhos de vento
de força eólica
e quixotesca.
Apaga todas as estrelas do céu,
ó Betelgeuse,
e acende os aglomerados constelados
não consternados
mas felizes
no meu coração
que antes era uma Nebulosa no escuro,
puro bumerange.
Ah! e os lábios, a boca
a sorrir ternamente...
- eternamente na minha mente,
apagar tudo
- tudo o que antes era belo
para ser o único belo,
o mais que belo
conjurando com a verdade
e a aletheia
na ameia da teia da vida
atirando setas.
- Teia de amor ardente.
Ardentias(ardentias!).
Tudo o que antes era belo
hoje virou rascunho
- riscado.
Garatujas sujas
de grua sem grou
ou grou sem grua
o que não é o mesmo
- mesmo!
( Excertos do opúsculo poético "Dos Ensaios do Ensaísta-Salmista-Organista para Tocantes Tocatas de Amor à Cassia").
sábado, 26 de janeiro de 2013
FLOR-DE-LIS(FLOR-DE-LIS!) - dicionario wikdicionario
O pensamento com perspectiva filosofante
não passa de um ceticismo teórico,
mas a vida
não se reduz à razão,
pois esse reducionismo empobrece
a relação humana
que é mais rica
que o Quietismo(Quietismo!).
A filosofia enquanto crítica acerba
do conhecimento teórico
não permite que o pensamento
chegue ao ponto de fé
ou ao ponto de orvalho
face de areia
lavada pelos olhos
do outro que chora.
A fé, que é a vida,
que é a esperança,
que salva,
que é o amor,
que é a caridade,
na acepção latina de "caritas" :
amor divino,
a fé e a razão
têm que ser equalizada
na equação
que cabe na física e na matemática
em linguagens poéticas para-glaciares,
sem a libido,
mas não no homem
e na mulher,
onde cabe o amor,
que na paixão vem destroçar
- o coração irrequieto.
A filosofia moderna
livre até no conhecimento,
e do próprio conhecimento liberta,
insurreta, sempre amotinada,
iconoclasta,
indiferente à limitação que representa a ciência,
mera encenação para gente limitada
que não tem cérebro para ato filosófico,
sabe que o conhecimento científico,
ou da razão ("Scientia rationis")
se restringe ao teorético,
e, portanto, não contamina a prática
do homem comum
nem a práxis do sábio,
pois o fazer
casa-se com o saber
que é pura fé,
vida, amor, caridade...,
porquanto a sabedoria
é inata, ingênita,
viva na inteligência viva da criança
e morta nos adultos amortecidos,
embotados, estapafúrdios, basbaques...
Quando eu era um filósofo epicúreo
olhava com tamanho desdém,
abrangia com um olhar irônico,
sobranceiro e eivado de indiferença
todos os seres humanos.
Hoje fico a cismar
se não foi pelo meu antigo desprezo
pela torpe humanidade
que me apaixonei de verdade
e,à primeira vista me encantei,
desmensuradamente
ao deparar com a medusa
subindo as escadas
que eu então descia
e o desdém aliado à sua beleza
evocou-me o meu ar escarninho de antanho
como o escárnio
apegado à minha inteligência livre e natural,
tirada ao gênio da natureza,
- ao gênio nas crianças!
Será que quando vi a medusa
o que amei foi o epicureu em mim,
observando-o nela refletido
como se fora um Narciso
em forma feminina?!
Ah! o amor!
A paixão, pacto com fogo,
esta lava
que lava a face,
a face de areia
em banho na clepsidra,
com a água da clepsidra,
que apaga a areia
e cava a face
como se fosse uma fauce
ou uma cova
antes da cova a final.
Vinca-a, ao andar sobre a areia,
o tempo, este filósofo epicurista,
aqui escriba.
As faces dela e minha
na areia da ampulheta
contadas em tempo
são fauces
e foices da morte
que sega.
Quando a vi
subindo a escada
toda tesa
em sua beleza exuberante
fiquei embevecido, extasiado!
Só depois do choque tremendo
é que me ocorreu
que eu era assim
um deus epicúreo
com todo o direito
de desprezar o mundo
dos homens vis
e das mulheres venais
que valem os seus míseros reais,
mas não valem uma flor-de-lis(flor-de-lis!),
nem um miosótis pequenino :
- gente abortada,
sem beleza e destituída de inteligência,
sem dignidade nem honra,
decrépitos, insolentes, levianos,
ineptos para o amor,
inermes vermes...
Vi-a e só então recordei-me,
caí em mim de maduro,
- que eu sou assim
igual a ela,
não similar nem semelhante,
mas igual a ela na equação,
seja no odor que exala da carne
e dos cabelos negros
ou no que mais possa ser
a quatro olhos negros na noite.
Somos um ser ( em dois!) assim
- sem perfumes, nem disfarces, nem ciúmes...
simples, porém não simplórios,
capazes de desprezar o mundo inteiro,
mas a nos amar
até a eternidade passar
e escrever o saltério e os cantares
dessa paixão de vulcão em erupção
nos céus, em rolos de pergaminho,
e na terra, onde nasce o papiro,
epicúrea medusa!
( Excerto dos "Apócrifos da Medusa" e do livro "Os Cantos Sobranceiros do Jardim de um Deus Epicúreo")
taxnomia pinacoteca camille pissarro pinacoteca biografia corão alcorãomedusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico dicionario cientifico nomenclatura binomial nomenclatura
sábado, 5 de janeiro de 2013
DIVERGIA (DIVERGIR!) - verbete etimo wikdicionario
Um ensaio sobre a Medusa, uma das Górgonas dos gregos antigos, é, em geral, feito à base de informações visuais sobre a figura geométrica daquela górgona com cabelos de serpentes.É como se uma criança observasse a imagem passada pela tradição geométrica na figura simbólica de uma mulher ou uma espécie de mulher em sociedade; enfim, uma espécie social individuada em inúmeras medusas. Essa criança observadora colocaria a medusa vista no contexto pobre de si, do seu ego e inteligência de alcance limitado, e, outrossim, nos egos e inteligências limitadas pelos intelectos subdesenvolvidos de seus pais, os quais, por seu turno, costurariam a górgona no contexto sócio-cultural ( o que pressupõe econômico e político), igualmente limitado, mas mais abrangente, em que se inserem na sociedade e cultura de que são parte na comunidade, cultura essa que são os pais dos pais nossos e, quiçá, com variantes, dos avós, bisavós, mas que vai diminuindo de coincidências nos tataravós e demais antepassados, cujas tábuas de valores eram outras e a tecnologia também divergia(divergir!).
O que fazem, faziam e farão com a inteligência que temos da medusa, nossos pais, avós, filhos e nós mesmos, e mesmo o mais sábio, erudito e experiente, lido, viajado homem, o pota mais erudito ou o filósofo mais livre, ainda não torna possível uma leitura completa, senão aproximada, da ideia que a medusa representava no cosmos social e cultural grego. O que dizia aquele grego antigo, em língua, e em poesia, sobre a medusa? E o que queria dizer?
Os poetas, eruditos sensibilíssimos e inteligentíssemos, sábios personalíssimos que provam da vida, do amor e conhecem o abismo infame e glorioso em que estamos todos seres humanos mergulhados; os poetas, que são criadores e co-criadores, partícipes na criação dos mitos ( estão perenemente a recriar a medusas e outras obras poéticas escritas no papiro, pergaminho, no areal frouxo, no papel, em luz, no mármore ou na pedra-sabão, no entalhe em madeira, nas pinturas em ânforas, quadros, afrescos nas paredes das capelas "Sistinas", no ar pelo som, nos olhos e no corpo da mulher amada, do filho, da filha, do neto e da neta mui queridos; enfim, nas artes, - estes poetas que estão por aí bebendo da corrente da vida, saboreando com gosto e sentidos vitais a vida e a paixão que é viver, amar, sentir, experenciar, pensar, observar, estes estetas que produzem a verdade e são a criam, destarte, a filosofia, na tragédia e na lírica, - estes sábios escribas de cultura enciclopédica, tem poderio para achar e seguir as pistas, descobrir ou inventar, re-inventar o caminho, nos rastos da medusas, os quais podem ser mãos enormes e aptas a abir o livro de ouro da aletheia grega e nos ensinar sobre o que a medusa significava e era ( o ser do mito) para aqueles gregos agregados em comunidades. Gregários "gregos".Evidente que não só os gregos são gregários, as todos o somos quando estamos em assembléia, igreja, agremiação, grêmio, palavras que dançam em grego
( e me todos nós) até os nossos dias estivais.
Existem muitas medusas na história social afora e na atualidade. Basta olhar os bastos cabelos que os olhos e a luz recalcam. Cabelos recalcados, cabelos medulares de medusa, na língua dos anjos e arcanjos que libertam a poesia em versos ou em cores, desenhos, danças (desenhos no vácuo, abstraindo o ar ou a atmosfera que impera). Vou olvidar o etc da boa praxe.
A mulher do mito é a que passa de fora, do mundo real, natural, externo na captação dos sentidos, que capturam essa imagem em natureza ou e luz, sombras, cores, odores, tatos, gosto gustativo
( gustação!) e um sexto sentido eletromagnético e um sétimo sentido, dito social, que completa o indivíduo ao inserí-lo perenemente e todo o tempo em comunidade, que o contextualiza ou re-escreve ( o homem, a mulher e uma escriba de si na perenidade do re-escrever-se exaustivamente). O grupo, através da escrita de gestos e falas da política, re-escreve o indivíduo humano e o prende nesta escrita. A escrita é a prisão do homem pela eternidade que existir o homem : é um berçário e túmulo em signos e símbolos que se enrola em cobertores, cobertas, panos que envolvem o recém-nascido e, outrossim o adulto, durante o transcurso da existência; por fim, no findar a vida, uma veste mortuária para múmias que acompanha e mantém o ser humanos ainda humano mesmo após longos anos ou séculos, milênios do seu passamento. Essas vestes por fora e as por dentro , confeccionadas pelo escriba ( o poeta, o filósofo, o sábio, o engenheiro, o inventor, o legislador) que nos faz humanos e co-partícipes de um banquete no mundo.
A mulher, no caso a medusa, do mito, que é uma introjeção que cabe na mente humana, pois somente percebemos e fazemos ou completamos um estudo da coisa enquanto objeto nosso, dado pelos sentidos e burilado pela razão. A medusa e outros mitos e ritos é esse instrumento abstrato na mente, objeto de filósofos, ou seja, doutos, e concreto, objeto de poetas, em concreção nas escritas de signos e desenhos refinados e encimados por símbolos geométricos, semióticos, semiológicos e de outras linguagens, que concebem e são concebidos pela mente e pela destreza da mão. Da destra e da sinistra.O que pensa e faz o homem em movimento ( suas danças nas linguagens corporais e mentais, com sete véus na dança do véu da política e dos políticos!) é que faz o homem anjo e demônio, no entoar do canto lírico ou trágico, nos movimentos mentais, que se desabrocham nos labiais, labiodentais...( movimentos, dança do espírito ou do pensamento, no dançarino Nietzsche que osmos todos nós, não importa o retardamento mental ou o o grau de autismo; destro ( a destra!) e sinisto ( à sinistra!) nos movimentos requintados da mão e do corpo.
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico dicionario cientifico nomenclatura binomial nomenclatura
Assinar:
Postagens (Atom)